No último sábado, estava na casa do meu tio assistindo tv quando passou uma propaganda de um filme com personagens e cenários feito de massinhas usando a técnica do stop-motion.

Quando o narrador começou dizendo que o filme contava a história de uma menina que tinha olhos da cor de lama e um sinal da cor de cocô pensei (não sei por quê?!): acho que esse filme é legal!!! Meu tio passou no momento e comentou que o assistira na escola em que trabalha e confirmou o que eu havia pensado.

O que eu fiz para assistí-lo? Baixei da internet!!! Claro! E ele é realmente maravilhoso!

O filme conta uma história de amizade entre uma garota de 8 anos, Mary Daise Dinkle, e um homem de 44 anos, Max Jerry Horowitz, iniciada pela curiosidade de Mary em saber de onde os bebês americanos vêm.

“Com o palco montado, inicia-se uma longa e verborrágica discussão filosófica sobre religião, vida em sociedade, sexo, amor, confiança e, principalmente, a importância e o significado da amizade. As cartas também refletem a caótica estrutura racional de remetente e destinatário, sempre com um monotonia instigante. Ideias brilhantes (“se ao menos houvesse uma equação matemática para o amor”) surgem e são abandonadas em função de outra melhor, mais inocente ou simplesmente irrelevante.

Apesar de tratar de um tema quase extinto, os “pen pals”, amigos de correspondência, algo bastante comum poucas décadas atrás, Mary & Max encontra reflexo curioso na modernidade de redes sociais e programas de mensagens instantâneas. Memórias de amigos virtuais não se apagam mais queimando-se as cartas… mas nos blocks e deletes de perfil.”(1)

 Algumas frases/idéias que são citadas no filme que acho ótimas:

  • só há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez do homem!
  • fada de tirar gordura, assim como a fada dos dentes (não é genial?!?!)
  • se um táxi andar p trás, o motorista tem q pagar?
  • todo ser humano é imperfeito, por isso, cada um tem que aprender à viver com seus defeitos.

Além da importância da amizade e outros temas, o que me chamou mais atenção e o que eu levo de mais importante para mim é que não devemos nos procupar com os outros e aprender à ser do nosso jeito. Cada um tem o seu tempo e não é preciso correr para ser igual à todo mundo, pois a beleza está em ser diferente, principalmente, PENSAR diferente!

FICHA TÉCNICA

Diretor: Adam Elliot Elenco: Vozes na versão original de Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries. Produção: Mark Gooder, Paul Hardart, Tom Hardart, Bryce Menzies, Jonathan Page Roteiro: Adam Elliot Trilha Sonora: Dale Cornelius Duração: 92 min. Ano: 2009 País: Austrália Gênero: Animação Cor: Colorido Distribuidora: PlayArte Estúdio: Gaumont Classificação: 12 anos. Site Oficial: www.maryandmax.com

(1) Tirado do site: http://www.omelete.com.br/cinema/critica-mary-e-max/